A Vivo e a Starlink formalizaram um serviço integrado de telefonia via satélite, sendo o primeiro do Brasil neste formato. Com essa novidade, os celulares dos clientes da operadora passam a ter a capacidade de se conectar diretamente aos satélites da empresa de Elon Musk, garantindo gratuidade durante esta fase de lançamento do serviço batizado de Vivo Satélite.
A tecnologia passou por intensos testes nos últimos meses, período em que diversos consumidores visualizaram a rede identificada como “Vivo Starlink” diretamente na tela de seus smartphones, embora as companhias tenham mantido discrição sobre o tema na época. Um comunicado enviado aos assinantes detalhou o funcionamento da novidade, prometendo uma cobertura expandida para assegurar conectividade em regiões remotas e em locais desprovidos de sinal da rede celular convencional.
Serviços disponíveis na rede via satélite
De acordo com as informações obtidas, a nova tecnologia via satélite contempla recursos específicos de comunicação e navegação. A documentação aponta a disponibilidade dos seguintes recursos:
- Apps de mapas: Google Maps e Apple Mapas
- Mensagens de textos e áudio: WhatsApp, iMessage (Apple/iOS) e Google Mensagens (Android)
- Ligações via aplicativo: WhatsApp e iMessage (Apple/iOS)
- App oficial da Vivo
Paralelamente, alguns aparelhos da Samsung com chip da Vivo, a exemplo do modelo Galaxy Z Fold 8, começaram a exibir telas dedicadas à tecnologia via satélite após receberem atualizações de sistema. A operadora também iniciou a publicação de páginas institucionais em seu site oficial voltadas ao Vivo Satélite.
Elegibilidade e abrangência do serviço
O acesso ao Vivo Satélite será estendido a quase toda a base de clientes de telefonia móvel da operadora. A modalidade contempla os planos Vivo Pós, Vivo Total, Vivo Controle (para valores acima de R$ 40), Vivo Lite e Vivo Pré (mediante recargas mínimas de R$ 30), ficando de fora apenas a modalidade Vivo Easy.
Como funciona a tecnologia D2D
O funcionamento do Vivo Satélite baseia-se na tecnologia D2D (direct-to-device) ou D2C (direct-to-cell), na qual os satélites transmitem o sinal 4G LTE diretamente para a superfície terrestre, simulando o comportamento de uma torre de celular convencional para o aparelho do usuário. No território brasileiro, a operação utiliza a frequência da banda 7 (2.500/2.600 MHz), adquirida em leilão de 4G realizado em 2012.
Para usufruir da conexão via satélite, o usuário deve estar em uma zona sem cobertura terrestre tradicional, manter o roaming ativado nas configurações do dispositivo e posicionar-se em uma área aberta com visão direta do céu. A relação oficial de smartphones compatíveis com a tecnologia deve ser divulgada em breve pela operadora, com expectativa de abranger a maioria dos aparelhos comercializados no país.
Atualmente, a Starlink gerencia uma constelação composta por aproximadamente 11.150 satélites de órbita baixa (Low Earth Orbit - LEO), posicionados a altitudes que oscilam entre 350 km e 600 km, conforme a geração dos equipamentos e a finalidade pretendida.
Fonte original: Tecnoblog