Sam Altman declarou que identificar e monitorar ameaças de segurança deve estar à frente da busca por ganhos de produtividade como prioridade máxima para as empresas que utilizam inteligência artificial. O cofundador e CEO da OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, fez uma aparição surpresa no palco do AI World, evento promovido pela Oracle em Las Vegas, Estados Unidos.
Durante uma conversa com Clay Magouryk, coCEO da Oracle, Altman expressou preocupação com o cenário atual. "Sinto um certo receio ao considerar a quantidade de vulnerabilidades que esses sistemas de IA estão encontrando, e o esforço humano descomunal que será necessário para conseguir lidar com essa situação", afirmou.
Necessidade de automação e monitoramento contínuo
Ambos os executivos defenderam que o problema exige o uso de automação, monitoramento contínuo e novas abordagens voltadas para a segurança digital. De acordo com Magouryk, a própria inteligência artificial auxiliou na descoberta de problemas de segurança acumulados ao longo das últimas cinco décadas.
Apesar dos alertas sobre vulnerabilidades, Altman demonstrou surpresa com a rápida evolução dos modelos de IA nos últimos meses. Ele destacou que a adoção do GPT 6 superou todas as expectativas anteriores e avaliou que a tecnologia está transformando qualquer profissional em um desenvolvedor de software, além de otimizar a eficiência de processos e tornar o trabalho mais dinâmico.
"Em poucos anos, vimos a IA passar de um chatbot para agentes de programação e, agora, para a capacidade de transformar diretamente a IA em inovação", concluiu o CEO da OpenAI.
Parceria entre Oracle e OpenAI
Durante a convenção, a Oracle anunciou uma parceria oficial com a OpenAI, que prevê a integração dos modelos de inteligência artificial de ambas as empresas. Com a novidade, torna-se possível gerenciar aplicações da Oracle diretamente por meio do ChatGPT.
Greg Brockman, presidente e cofundador da OpenAI, pontuou sobre a colaboração: "Mais empresas estão escolhendo a OpenAI à medida que facilitamos colocar a IA para trabalhar por meio das ferramentas e dos sistemas que elas já usam".
Fonte original: Globo