Um usuário da rede social X (antigo Twitter) chamou a atenção da internet após compartilhar uma estratégia inusitada para contornar a regra de pedido mínimo estabelecida por restaurantes em aplicativos de entrega. A publicação, feita por Diego Marcondes, rapidamente ganhou repercussão e gerou debates sobre os limites da criatividade dos consumidores no ambiente digital.
Na postagem, realizada na última quarta-feira (30/9), Marcondes divulgou uma captura de tela do aplicativo iFood. Na imagem, o carrinho de compras de um restaurante — que exigia um valor mínimo de R$ 20 para fechar o pedido — continha dois tipos de produtos: um prato de frango assado na brasa individual, avaliado em R$ 19,44, e um item inusitado presente no cardápio digital, que consistia em um anúncio para avaliar o pedido, custando R$ 0,66 cada unidade.
"Eu apertando 66x nesse item que enfiaram no menu só pra conseguir o valor de pedido mínimo", relatou o usuário na legenda da publicação. Logo em seguida, o próprio autor do post percebeu um equívoco no cálculo inicial e esclareceu que, para atingir exatamente a quantia exigida pelo estabelecimento, seriam necessárias apenas 56 avaliações daquele tipo.
A postagem gerou reações diversas entre os internautas. Enquanto muitos elogiaram a sacada bem-humorada, classificando a atitude como uma demonstração de genialidade, outros expressaram preocupação com a integridade da comida. Diversos usuários comentaram sobre o receio de que o estabelecimento pudesse adulterar a refeição em retaliação à manobra. "Eu tenho certeza que eles cospem no prato de quem faz isso. Jamais teria coragem", ponderou um seguidor. Apesar dos alertas, Marcondes tranquilizou o público ao responder que a entrega ocorreu de forma rápida e que o alimento chegou em perfeito estado.
O episódio traz à tona a discussão sobre o funcionamento e a importância do pedido mínimo nas plataformas de delivery. De acordo com as diretrizes oficiais do próprio iFood, essa exigência representa o menor valor que deve ser gasto em um único estabelecimento para que a compra seja efetivada. A regra funciona como uma salvaguarda para que os comércios consigam cobrir custos operacionais e evitar prejuízos financeiros em transações de baixo valor.
A empresa destaca que toda operação de entrega envolve despesas fixas e variáveis, como a remuneração de funcionários, aquisição de embalagens e reposição de insumos para o estoque. Dados divulgados pela própria plataforma apontam que essa prática é considerada essencial por 68% dos restaurantes cadastrados no aplicativo. Sem essa proteção, os estabelecimentos poderiam ser forçados a retirar pratos mais baratos do cardápio ou a elevar o preço geral dos produtos para manter a lucratividade.
Além disso, o iFood reforça que o valor do pedido mínimo não configura uma taxa adicional cobrada do consumidor, mas sim o limite financeiro de produtos que devem compor a cesta. A alternativa de elevar o valor da taxa de entrega em substituição ao pedido mínimo também é descartada pela lógica mercadológica, pois encareceria o frete para itens de menor valor, afastando os clientes.
Fonte original: Globo