A BYD lançou, nesta terça-feira (20), a segunda geração do Dolphin Mini — conhecido na China como Seagull. O veículo elétrico passou por reformulações significativas, incluindo aumento nas dimensões, motorização mais potente, adoção de tração traseira e um sistema de recarga ultrarrápido.
Desempenho e recarga ultrarrápida
O grande destaque da nova geração é a capacidade de recarga das baterias. Utilizando um ponto de recarga de alta potência capaz de fornecer até 1.500 kW — marca muito superior aos carregadores rápidos disponíveis no Brasil, que entregam pouco mais de 200 kW —, o veículo consegue ir de 10% a 70% de carga em apenas 5 minutos. Segundo a fabricante, são necessários 9 minutos para que a bateria atinja 97% de carga.
Para efeito de comparação, o modelo atual comercializado no Brasil leva cerca de 30 minutos para ir de 30% a 80% de carga. Embora o lançamento desta nova geração ainda não esteja confirmado para o mercado brasileiro, a BYD assumiu o compromisso de instalar mil unidades de seus carregadores ultrarrápidos no Brasil até o final de 2027.
Além da velocidade na tomada, o motor elétrico único do Dolphin Mini praticamente dobrou de potência, saltando de 75 cv para 127 cv. Outra alteração mecânica importante é a mudança para a tração traseira.
Novas dimensões e design
O hatch elétrico também cresceu fisicamente. O comprimento passou de 3,78 metros para 4,20 metros, além de ter ficado 9 centímetros mais largo e ganhado 15 cm na distância entre-eixos. Com essas novas medidas, o veículo superou a largura de qualquer versão do Dolphin atualmente vendida no mercado brasileiro.
O visual externo abandonou as linhas estritamente retas e o formato mais quadrado, adotando curvas, caixas de roda mais evidentes e faróis com formato de olho mais largos e fluidos, acompanhados por uma luz de rodagem diurna estendida.
Tecnologia e direção semiautônoma
No interior, a central multimídia foi ampliada e passou a contar com uma tela de 12,8 polegadas, em substituição à versão anterior de 10,1 polegadas. O modelo também abriu mão do painel de instrumentos tradicional.
Na China, o veículo passa a contar com o sistema de direção semiautônoma com inteligência artificial denominado "Olho de Deus", operado por meio de sensores espalhados pela carroceria, incluindo um radar no teto. Entre as funcionalidades oferecidas pelo sistema estão:
- Identificar sinais de trânsito, incluindo o status de abertura ou fechamento de semáforos;
- Desviar automaticamente de obstáculos presentes na via;
- Manter o veículo centralizado na faixa de rolagem, inclusive em rotatórias;
- Realizar manobras de estacionamento de forma autônoma (baliza);
- Executar a baliza remotamente, com o motorista fora do automóvel.
Fonte original: G1