O ecossistema de empreendedorismo brasileiro demonstrou forte dinamismo ao registrar a abertura de 452,6 mil pequenos negócios em setembro. O montante reforça a solidez do setor, impulsionado majoritariamente por Microempreendedores Individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), que juntos representaram expressivos 96,5% de todos os novos cadastros nacionais de Pessoa Jurídica no período.
O desempenho mensal apresentou um avanço de 5,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o país contabilizou 428,9 mil novas unidades produtivas desse porte. Quando se analisa o acumulado entre janeiro e setembro, o cenário permanece em forte ascensão, somando 4.391.539 novas empresas no mercado nacional. Desse total acumulado, 77% correspondem a MEIs, 19% a microempresas e 4% a empresas de pequeno porte.
Geograficamente, a região Sudeste mantém a hegemonia no surgimento de novos empreendimentos, liderada pelo estado de São Paulo, que concentra 29,7% das aberturas, seguido por Minas Gerais (10,2%) e Rio de Janeiro (8,2%). No recorte específico de MEIs nos nove primeiros meses do ano, houve um salto de 14% em comparação ao ciclo anterior, com destaque para o avanço expressivo nos estados do Amapá (42,6%), Maranhão (25,7%) e Ceará (25,2%). Já as micro e pequenas empresas (MPE) cresceram 11,5% no mesmo intervalo, com maiores altas registradas no Distrito Federal (24,3%), Mato Grosso do Sul (23,6%) e Paraná (21,6%).
Para Décio Lima, presidente do Sebrae, os dados consolidados atestam o papel fundamental e estratégico que os pequenos negócios desempenham no desenvolvimento econômico e social do Brasil. Segundo o dirigente, a força motriz desse mercado vem de cidadãos que buscam transformar sua realidade por meio do trabalho, gerando postos de trabalho, promovendo a inclusão social e auxiliando diretamente na distribuição de renda.
Em termos setoriais, o mês de setembro evidenciou a preferência e a demanda por atividades voltadas ao setor de Serviços, que isoladamente liderou a criação de novos empreendimentos com 288,076 novos CNPJs — o equivalente a 64% do total. Na sequência, o setor de Comércio apareceu respondendo por 93.508 novos negócios (21%), enquanto o segmento da Indústria fechou o período com a abertura de 37.451 empresas (8%).
Fonte original: Globo