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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
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Economia

Indústria brasileira registra segunda queda consecutiva no faturamento em agosto, aponta CNI

Dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria mostram recuo de 3,5% no faturamento do setor e redução na capacidade instalada no oitavo mês do ano.

Por Redação
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Indústria brasileira registra segunda queda consecutiva no faturamento em agosto, aponta CNI

O faturamento da indústria de transformação brasileira registrou uma retração de 3,5% no mês de agosto, marcando o segundo mês consecutivo de queda para o setor produtivo. As informações foram divulgadas pelos Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (7).

O cenário de desaquecimento vem acompanhado de uma diminuição expressiva nas horas trabalhadas e na utilização da capacidade instalada das fábricas, o que sinaliza uma perda perceptível no ritmo da atividade industrial ao longo do terceiro trimestre. Com o recuo de 3,5% em agosto, que sucede a baixa de 2,2% registrada em julho, o faturamento do setor acumula agora uma retração de 0,2% no período de janeiro a agosto de 2026, em comparação com o mesmo intervalo de 2025.

A desoneração da produção também impactou diretamente o parque fabril nacional. As horas trabalhadas na linha de produção diminuíram 1% em agosto, acumulando uma queda de 0,8% nos oito primeiros meses do ano frente a 2025. Como consequência direta dessa menor atividade, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) recuou 0,6 ponto percentual, passando de 77,5% para 76,9%. Apesar da variação negativa no mês, a média de utilização nos oito primeiros meses de 2026 ainda permanece 1,5% acima do patamar verificado no mesmo período do ano anterior.

No que tange ao mercado de trabalho industrial, o nível de emprego manteve-se estável em agosto, repetindo o comportamento verificado nos meses antecedentes. No entanto, no acumulado de janeiro a agosto, o indicador de emprego setorial apresenta uma leve baixa de 0,5% na comparação interanual. Em contrapartida, os indicadores de renda continuaram em trajetória de alta:

  • Massa salarial: Crescimento de 0,5% em agosto e alta acumulada de 0,9% no ano.
  • Rendimento médio: Aumento de 0,5% no mês de agosto e avanço de 1,5% no acumulado dos oito primeiros meses de 2026.

De acordo com análises da CNI, o desempenho desfavorável da indústria é pressionado por um conjunto persistente de entraves estruturais e conjunturais. Entre os principais fatores apontados pela entidade estão a elevada carga tributária, os altos custos associados aos insumos e às matérias-primas, além do patamar elevado das taxas de juros.

Em nota oficial, a Confederação destacou que esses elementos exercem forte pressão tanto sobre a demanda final por produtos industriais quanto sobre o endividamento das famílias brasileiras, gerando impactos negativos prolongados sobre todo o ecossistema produtivo do país.


Fonte original: Globo

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Para CDB e referência Selic: IR de 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360, 17,5% de 361 a 720 e 15% acima de 720 dias. IOF regressivo nos ganhos de aportes com menos de 30 dias; o IR incide depois do IOF. Poupança e LCI/LCA são tratadas como isentas para pessoa física. Regras do IR e IOF · Isenções.

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CDB e LCI/LCA são exemplos de percentuais do CDI, não ofertas de produtos. Para esses cenários, usamos a taxa diária equivalente do CDI e 21 dias úteis por mês. A referência Selic não reproduz o preço de um título do Tesouro. Rendimentos futuros podem mudar.

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