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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
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Economia

Governo Federal anuncia Desenrola 3.0 com foco na compra de até R$ 150 bilhões em dívidas

Nova etapa do programa prevê leilões de carteiras inadimplidas de até R$ 10 mil e pretende beneficiar cerca de 15 milhões de pessoas em todo o país.

Por Redação
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Governo Federal anuncia Desenrola 3.0 com foco na compra de até R$ 150 bilhões em dívidas

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou oficialmente o lançamento do Desenrola 3.0, uma nova fase do programa federal de renegociação de dívidas que tem como principal meta solucionar até R$ 150 bilhões em débitos acumulados por famílias brasileiras. A iniciativa introduz um formato inédito de atuação direta do Estado na aquisição de carteiras inadimplidas.

Diferente das edições anteriores, a nova versão do Desenrola prevê a compra, por meio de leilões, de carteiras de dívidas bancárias e não bancárias cujo valor original seja de até R$ 10 mil. O escopo abrange débitos que estejam inadimplidos há um período entre dois anos e quatro anos e meio, contados a partir de 25 de setembro de 2026.

Os leilões serão estruturados em lotes e segmentados conforme a natureza da obrigação financeira — se bancária ou não bancária — ao longo dos anos de 2026, 2027 e 2028. O primeiro lote, com previsão de início para novembro, contemplará dívidas associadas a cartão de crédito rotativo, parcelamentos de fatura e crédito pessoal sem consignação em folha. Em etapas posteriores, o programa estenderá os leilões para débitos de outros setores essenciais, como varejo, água e energia elétrica.

Atualmente, o cenário nacional de inadimplência aponta um montante de R$ 592 bilhões negativados, atingindo cerca de 83,9 milhões de brasileiros. Desse total, aproximadamente 55% correspondem a dívidas não bancárias — sendo 20% referentes especificamente a contas básicas de água, luz e energia. O volume de débitos com atraso superior a dois anos atinge R$ 300 bilhões, sendo que o recorte estabelecido pelo programa, de dívidas até R$ 10 mil e vencidas em até 4,5 anos, concentra cerca de R$ 150 bilhões.

Segundo projeções governamentais, com um aporte de R$ 15 bilhões seria teoricamente possível quitar a totalidade das dívidas elegíveis, embora a expectativa realista aponte para uma renegociação efetiva de cerca de R$ 75 bilhões, considerando a adesão parcial de credores e devedores. A estimativa é de que até 15 milhões de pessoas sejam beneficiadas pela medida.

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, destacou a relevância estratégica da nova modalidade. "Estamos propondo nessa nova modalidade do programa que o Estado entre comprando essas dívidas e alcance 50% do total dessas dívidas bancárias. Estamos falando de limpar dessa carteira R$ 150 bilhões em dívidas. É muito forte, muito potente para que essas famílias possam recomeçar", afirmou.

O Desenrola 3.0 sucede o encerramento da segunda fase do programa. Nas edições anteriores, o governo atuou como garantidor das operações em caso de inadimplência, sem realizar a compra direta das carteiras. O Desenrola 2.0 focou em dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal com atraso de até dois anos, negociadas diretamente entre os consumidores e as instituições financeiras. No entanto, dados recentes indicam que cerca de 30% das operações renegociadas por meio de parcelamento já apresentavam parcelas em aberto.

Na mecânica do Desenrola 3.0, os leilões classificarão as propostas com base no maior desconto ofertado. Uma exigência central para os credores é a entrega da totalidade dos créditos elegíveis de cada devedor, vedando seleções parciais. A operacionalização do programa poderá envolver instituições como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, utilizando inclusive Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) nos quais a União atuará como cotista.

Todo o desconto obtido pelo governo federal nos leilões será repassado integralmente ao devedor. O cidadão beneficiado terá a opção de quitar o saldo à vista com o mesmo percentual de deságio ou parcelar o valor remanescente, acrescido de juros, seguindo as diretrizes e condições que serão estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional.


Fonte original: Globo

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Para CDB e referência Selic: IR de 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360, 17,5% de 361 a 720 e 15% acima de 720 dias. IOF regressivo nos ganhos de aportes com menos de 30 dias; o IR incide depois do IOF. Poupança e LCI/LCA são tratadas como isentas para pessoa física. Regras do IR e IOF · Isenções.

Regras tributárias atuais são mantidas como hipótese nos prazos futuros. O modelo considera um único resgate ao final, sem vencimentos, reinvestimentos com tributação intermediária ou carências. Na prática, as condições de cada produto podem alterar o resultado.

CDB e LCI/LCA são exemplos de percentuais do CDI, não ofertas de produtos. Para esses cenários, usamos a taxa diária equivalente do CDI e 21 dias úteis por mês. A referência Selic não reproduz o preço de um título do Tesouro. Rendimentos futuros podem mudar.

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