Em grande parte das empresas brasileiras que atuam no modelo business-to-business (B2B), as negociações decisivas para fechar contratos não ocorrem por canais digitais tradicionais, como e-mails ou videochamadas. O fechamento de negócios frequentemente acontece no balcão de lojas, em visitas a distribuidores ou em conversas diretas com produtores rurais no campo. No entanto, grande parte desse volume de informações estratégicas acaba se perdendo por não chegar aos sistemas de gestão corporativa. Para suprir essa lacuna de mercado, a Leads2b, empresa de tecnologia sediada em Curitiba (PR) e com uma década de atuação, desenvolveu a Leads2b Offices, sua rede de franquias voltada para agências de marketing, consultorias comerciais e diretores de vendas interessados em ampliar receitas recorrentes.
O grande diferencial da proposta comercial apresentada aos franqueados não envolve a simples revenda de mais um software convencional. De acordo com Eduardo Langowski, CEO da Leads2b, a abordagem foca em um questionamento crítico que a maioria dos gestores desconhece: o teor exato da conversa entre a equipe de vendas e o cliente. A solução para mensurar essa etapa é o Smart Badge, um crachá equipado com inteligência artificial capaz de converter interações presenciais em dados acionáveis e estruturados.
Em termos de segurança e privacidade, os dados coletados permanecem criptografados diretamente no dispositivo, permitindo inclusive o mascaramento de informações sensíveis como CPF, endereços de e-mail e números de telefone. Por padrão, o acesso aos áudios e às transcrições fica restrito exclusivamente ao próprio vendedor, ficando a critério da empresa definir se os gestores terão permissão para visualização. O hardware é fornecido em regime de comodato, e a contratação do serviço é precedida por demonstrações práticas.
Na prática operacional, a tecnologia combate gargalos históricos enfrentados por gestores comerciais, a exemplo da falta de preenchimento de CRMs pelos vendedores, a dispersão de discursos entre diferentes profissionais e a dificuldade em mensurar a eficácia de treinamentos. Com isso, os franqueados conseguem evitar a concorrência baseada puramente em preço contra dezenas de sistemas de gestão, ofertando diretamente uma solução para uma dor palpável do mercado.
"A inteligência artificial nas vendas começou pelo que já era digital: e-mail, ligação, videochamada. Mas no Brasil muita venda ainda se decide olho no olho, no varejo, na indústria, no campo. Quem levar inteligência para esse momento vai ocupar um espaço que ainda está vazio", pontua o CEO Eduardo Langowski.
Investimento, custos e modelo de remuneração
Para ingressar na rede de franquias da Leads2b Offices, o investidor necessita desembolsar uma taxa de franquia fixada em R$ 60 mil, além de taxas operacionais mensais de R$ 2.499 — sendo R$ 1.499 destinados ao uso da plataforma e R$ 1.000 direcionados ao fundo de marketing da rede. A expectativa corporativa é de que o retorno do capital investido (payback) ocorra em um período inferior a 12 meses.
O modelo de faturamento do franqueado baseia-se em duas vertentes principais:
- Comissão recorrente: Recebimento de 20% sobre o valor da assinatura de cada cliente conquistado, valor pago de forma contínua enquanto a conta permanecer ativa.
- Consultoria estratégica: Retenção de 80% da receita gerada por serviços de consultoria, o que inclui implantação de processos, desenho da operação de vendas, pós-venda, automações, integrações, construção de painéis de indicadores e aplicação prática de inteligência artificial.
A estrutura exige que cada unidade seja responsável por gerar demanda própria, fechar contratos, executar as consultorias e garantir a retenção e expansão da base de clientes.
"O modelo foi desenhado para que a receita do franqueado cresça junto com a base. Cada cliente que ele traz continua gerando ganho todo mês, e a consultoria permite aumentar o ticket sem depender só de vendas novas", ressalta Leonardo de Bona, COO da Leads2b.
Perfil do franqueado e expansão no formato home office
Seguindo uma tendência de mercado que dispensa pontos físicos e estruturas presenciais robustas, a rede opera inteiramente no modelo home office. Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) indicam que o setor de franquias brasileiro faturou R$ 301,7 bilhões em 2025, representando uma alta de 10,5%. No primeiro semestre de 2026, o faturamento alcançou R$ 149 bilhões, alta de 9,7%, com destaque para o crescimento de 17% nas operações das 20 maiores microfranquias associadas, das quais metade atua no modelo residencial.
A estratégia de expansão da marca não é direcionada a empreendedores iniciantes. O foco recai sobre profissionais experientes, como diretores de vendas, agências de marketing e consultorias comerciais que já possuem capilaridade e relacionamento corporativo consolidado, mas buscam superar barreiras de faturamento ou teto de ticket médio através da adição de um produto recorrente ao seu portfólio.
Para garantir a capacitação adequada, o suporte corporativo engloba um gerente de contas dedicado, uma semana de imersão presencial de cinco dias na sede em Curitiba, além de suporte contínuo nas frentes comercial, de implantação, sucesso do cliente e financeira. Os franqueados também contam com uma academia online composta por mais de cem vídeos educacionais e treinamentos semanais. Atualmente, a rede já possui unidades ativas em cinco estados brasileiros, prestando atendimento a empresas dos setores de indústria, distribuição, serviços, logística, transportes, varejo e agronegócio.
Fonte original: Globo