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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
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Economia

Como os Pequenos Negócios Podem Lucrar com Grandes Eventos e Festivais no Brasil

Estratégias e cuidados essenciais para que micro e pequenas empresas aproveitem a alta demanda gerada por shows, feiras, maratonas e festas tradicionais.

Por Redação
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Como os Pequenos Negócios Podem Lucrar com Grandes Eventos e Festivais no Brasil

Quando milhares de pessoas se deslocam para assistir a um show, participar de uma feira ou acompanhar uma competição esportiva, o impacto econômico vai muito além dos portões da programação. Hotéis, restaurantes, serviços de transporte, fornecedores e comércios do entorno passam a atender a uma demanda concentrada e disposta a consumir. Para micro e pequenas empresas (MPEs), o desafio central é transformar esse movimento temporário em faturamento sólido e em um relacionamento duradouro com novos clientes.

O tamanho desse potencial é respaldado por indicadores expressivos. Em 2024, cerca de 300 mil empresas do setor de eventos participaram de mais de 10 milhões de realizações em todo o país. Juntas, essas atividades geraram 12,7 milhões de empregos, recolheram R$ 133,9 bilhões em impostos e movimentaram R$ 813,5 bilhões, sendo que as MPEs responderam por 75% desses recursos. A projeção oficial aponta que a receita total do setor ultrapasse R$ 1,5 trilhão em 2035, conforme o estudo III Dimensionamento do Setor de Eventos no Brasil 2024/2025, realizado pelo Observatório da Indústria do Ceará em parceria com a Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC Brasil) e o Sebrae.

Empreendimentos de todos os portes encontram espaço nessa cadeia. Segundo Rodrigo Soares, presidente do Sebrae, é comum que a organização de um grande evento contrate uma empresa de maior porte, que por sua vez subcontrata uma ampla rede de pequenos fornecedores especializados. O mercado demanda soluções em áreas como alimentação, comunicação, hospedagem, montagem, segurança, tecnologia, transporte e turismo.

Principais Setores Impactados por Grandes Eventos

  • Organizadores: Responsáveis por planejamento, coordenação, produção, gestão e execução de congressos, feiras, competições esportivas, festivais musicais, festas regionais e experiências híbridas.
  • Fornecedores Oficiais: Oferecem insumos, equipamentos, tecnologia e serviços especializados, incluindo montagem de estandes, cenografia, palcos, som, iluminação, painéis de LED, internet dedicada e segurança.
  • Expositores: Alugam espaços para apresentar produtos e serviços, testar ideias e divulgar marcas, abrangendo empresas de vários portes, empreendimentos criativos, instituições públicas e universidades.
  • Negócios do Entorno: Estabelecimentos que se beneficiam do fluxo de pessoas, como hotéis, pousadas, bares, restaurantes, cafeterias, shopping centers, comércio de rua e serviços de transporte.
  • Turismo Receptivo: Agências de viagens, guias turísticos, city tours, passeios históricos, museus e centros culturais que oferecem experiências ligadas ao destino.
  • Delivery e Conveniência: Mercados, farmácias, serviços de motofrete e startups de logística que atendem à alta procura por refeições e itens de uso cotidiano.

Desafios e Armadilhas para Evitar

Apesar das oportunidades, a falta de preparo pode comprometer o caixa e a reputação do empreendimento. Entre os principais riscos apontados por especialistas estão:

  • Falta de planejamento prévio e precificação inadequada;
  • Custos fixos elevados e equipe despreparada;
  • Erros de logística, falhas de internet e instabilidade nas maquininhas de cartão;
  • Furtos de mercadorias e equipamentos;
  • Concorrência intensa, fatores climáticos adversos e cancelamento de programaciones.

Para o professor Marcelo Flores, da ESPM, o planejamento deve obrigatoriamente responder se o produto faz sentido para o público do evento. Já Vanda Mazza, do Senac Aclimação, reforça a necessidade de estudar edições anteriores para mapear acessos, tempos de reposição e rotas logísticas.

Aproveitando Nichos Específicos: Festivais, Esportes, Religião e Cultura

Diferentes tipologias de eventos exigem estratégias direcionadas. Em festivais de música como o Rock in Rio, Lollapalooza, The Town, João Rock, Afropunk Brasil e Psica, o foco está na experiência e na agilidade de atendimento durante os curtos intervalos entre as apresentações. Empreendimentos como o restaurante As Negonas, em Belém (PA), ilustram o potencial: operando com pratos preparados previamente e aquecidos na hora, o negócio consegue faturar dezenas de milhares de reais em um único dia de festival.

Em competições esportivas, como maratonas e provas de ciclismo, o público divide-se entre atletas que buscam hidratação e itens de recuperação muscular, e espectadores focados em entretenimento e artigos licenciados. A marca Wondr, por exemplo, utiliza pontos de degustação e hidratação em corridas de rua para apresentar refrigerantes prebióticos e estreitar o relacionamento com os consumidores.

Nas grandes celebrações religiosas, como o Círio de Nazaré em Belém (PA), Aparecida (SP) e Juazeiro do Norte (CE), a motivação principal é a fé. O sucesso de artesãos e pequenos negócios depende de um atendimento pautado pelo respeito à tradição e pela comercialização de itens com forte apelo simbólico e cultural, a exemplo do coletivo Flores Mãe Santíssima e da loja Q’Boi, em Parintins (AM), que equilibra produtos oficiais dos bois Caprichoso e Garantido.

Feiras literárias e convenções de cultura pop — como a CCXP — também movimentam mercados específicos. A Editora Malê, especializada em autores negros, utiliza eventos como a Bienal do Livro e a Flip para gerar vendas diretas e fortalecer parcerias estratégicas, mantendo o vínculo com os leitores por meio de cadastros e ações de pós-venda.

O Pós-Venda e a Fidelização do Cliente

Especialistas concordam que o encerramento da programação não deve significar o fim da relação com o consumidor. Utilizando cadastros, QR Codes, programas de benefícios e experiências interativas autorizadas, o empreendedor pode captar dados valiosos. O período de até 60 dias após o evento é considerado o mais propício para reatar o contato, enviar ofertas segmentadas e transformar um visitante ocasional em um cliente fiel.


Fonte original: Globo

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  • Poupança (% no período mensal): 0,6707% · referência 19/10/2026

Fonte: Banco Central / SGS. Consulta no servidor a cada 6 horas. Em falhas de conexão, usamos a última leitura disponível com sua data.

Projeção para pessoa física residente no Brasil, com taxas constantes e aportes no fim de cada período mensal, contado a partir de hoje. Desconta IR e IOF estimados sobre os ganhos de cada aporte, conforme seus dias corridos até o resgate. Não desconta tarifas ou inflação. O último rendimento mensal da poupança é repetido como hipótese, sem prever a TR futura.

Para CDB e referência Selic: IR de 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360, 17,5% de 361 a 720 e 15% acima de 720 dias. IOF regressivo nos ganhos de aportes com menos de 30 dias; o IR incide depois do IOF. Poupança e LCI/LCA são tratadas como isentas para pessoa física. Regras do IR e IOF · Isenções.

Regras tributárias atuais são mantidas como hipótese nos prazos futuros. O modelo considera um único resgate ao final, sem vencimentos, reinvestimentos com tributação intermediária ou carências. Na prática, as condições de cada produto podem alterar o resultado.

CDB e LCI/LCA são exemplos de percentuais do CDI, não ofertas de produtos. Para esses cenários, usamos a taxa diária equivalente do CDI e 21 dias úteis por mês. A referência Selic não reproduz o preço de um título do Tesouro. Rendimentos futuros podem mudar.

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