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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
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Economia

Aumento na produção global de café não garante queda de preços; entenda o motivo

Mesmo com a expectativa de uma safra recorde e maior oferta mundial, estoques reduzidos nas bolsas de commodities e decisões de armazenamento mantêm a volatilidade e os preços elevados do café.

Por Redação
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Aumento na produção global de café não garante queda de preços; entenda o motivo

Após anos de escassez global, o mercado internacional de café finalmente começa a registrar um volume maior de produção. No entanto, especialistas apontam que o ponto crítico reside em quanto desse excedente efetivamente chegará aos armazéns das bolsas de commodities, que servem de principal referência para a precificação de todo o setor.

O mercado do café arábica tem enfrentado uma volatilidade atípica ao longo do ano, impulsionada principalmente pelos estoques extremamente reduzidos de grãos disponíveis para a liquidação de contratos futuros com vencimento próximo. Os inventários certificados pelas bolsas despencaram para o menor patamar desde 1999, mantendo as cotações próximas às máximas anuais, na faixa de US$ 3,50 por libra-peso.

Para que ocorra uma estabilização consistente nos preços, analistas destacam que esses estoques precisam ser urgentemente recompostos. Caso contrário, as indústrias torrefadoras — e, por consequência, o consumidor final — continuarão vulneráveis a fortes oscilações, independentemente de uma melhora na oferta global. Diante desse cenário, os contratos futuros negociados em Nova York registraram altas expressivas recentemente.

A perspectiva de médio prazo indica que haverá grãos suficientes para suprir a demanda. A safra 2026/2027 tem projeções de registrar o maior superávit em vários anos, estimulada pela expectativa de uma colheita recorde no Brasil, o maior produtor mundial. Apesar disso, operadores do mercado financeiro e analistas permanecem cautelosos sobre a disposição dos produtores e intermediários em enviar os grãos para os armazéns credenciados pelas bolsas, preferindo mantê-los em estoques privados.

Segundo especialistas, a lógica financeira atual desestimula as entregas volumosas às bolsas, uma vez que torrefadoras têm recorrido ativamente ao mercado físico, pagando preços mais atrativos por grãos de alta qualidade. Além disso, produtores brasileiros, amparados por um fluxo de caixa favorável decorrente dos preços recordes obtidos em safras anteriores, demonstram capacidade de reter o produto à espera de melhores propostas comerciais, enquanto grãos de outras origens de destaque, como a Colômbia, também alcançam prêmios elevados em mercados alternativos.


Fonte original: InvestNews

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Fonte: Banco Central / SGS. Consulta no servidor a cada 6 horas. Em falhas de conexão, usamos a última leitura disponível com sua data.

Projeção para pessoa física residente no Brasil, com taxas constantes e aportes no fim de cada período mensal, contado a partir de hoje. Desconta IR e IOF estimados sobre os ganhos de cada aporte, conforme seus dias corridos até o resgate. Não desconta tarifas ou inflação. O último rendimento mensal da poupança é repetido como hipótese, sem prever a TR futura.

Para CDB e referência Selic: IR de 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360, 17,5% de 361 a 720 e 15% acima de 720 dias. IOF regressivo nos ganhos de aportes com menos de 30 dias; o IR incide depois do IOF. Poupança e LCI/LCA são tratadas como isentas para pessoa física. Regras do IR e IOF · Isenções.

Regras tributárias atuais são mantidas como hipótese nos prazos futuros. O modelo considera um único resgate ao final, sem vencimentos, reinvestimentos com tributação intermediária ou carências. Na prática, as condições de cada produto podem alterar o resultado.

CDB e LCI/LCA são exemplos de percentuais do CDI, não ofertas de produtos. Para esses cenários, usamos a taxa diária equivalente do CDI e 21 dias úteis por mês. A referência Selic não reproduz o preço de um título do Tesouro. Rendimentos futuros podem mudar.

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